Havia uma velha que nunca tinha passeado de mão dada com um coração. Os corações não têm mãos repetia para si, sempre que o seu estendia o braço. Dá-se a mão às crianças para atravessar a rua. Dá-se a mão aos bebés quando o corpo é ainda demasiado pesado para os deixar caminhar. Dá-se a mão nestes inícios, e no fim oferece-se a bengala. É simples, objectivo e funcional.
A velha seguia á regra o manual de sobrevivência moderno. Tinha, é certo, os seus devaneios materiais, e com eles ia enchendo os buracos do coração. E Deus era generoso com ela. Continuava a dar-lhe tarefas. E ela não tinha mãos a medir. Dava a mão a quem tinha partido um braço. Dava a mão a quem não sobreviveria sem ela. A velha sentia-se uma extensão da bondade do Senhor.
A close friend says that I'm good on reading people's core and I'm a Renaissance woman... She is the reason behind the blog's name. As she is behind many things in my life too, namely writing. From my posts I do hope you will find out if she is right or not. I intend to post here through words and images about aesthetics, relationships, ethics, psychology, environment, literature, politics, art, and more.