Mostrar mensagens com a etiqueta Índia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Índia. Mostrar todas as mensagens

domingo, 7 de outubro de 2012

Exposição - O CHÁ DE ORIENTE PARA OCIDENTE - de 8 de Junho, 2012 a 13 Janeiro, 2013

Lisboa Livre: 8 de Junho, 2012: Inauguração de exposição - O CHÁ DE ORIENTE PARA OCIDENTE

"Aquando da inauguração da Exposição O CHÁ DE ORIENTE PARA OCIDENTE, a Fundação Oriente lança a sua revista em que o tema central é o chá e onde consta um dossier fotográfico sobre o Chá na Índia da autoria de Mafalda Mimoso e Sunil Vaidyanathan, acompanhando um texto de Rosa Maria Peres.
Entrada livre".

Museu do Oriente - Avenida Brasília, Doca de Alcântara (Norte)
1350-352 Lisboa

Transportes
Autocarros: 12, 28, 714, 720, 732, 738
Comboio: Alcântara Terra, Alcântara Mar



                                                                                          Mafalda Mimoso 2008

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A propósito de uma conversa entre pai e filho sobre a mãe deste (eu)


"Quanto à necessária hermenêutica da fotografia (auto)inscrita na fractura entre vestígio (fotográfico) e construção intencional, o que há a dizer? Desde logo, a intervenção como performance.
Coloquemos a questão de base: o que faz uma pacló num grupo auto-assumido como / como de Goa Writers? O que nos remete para a questão, o que é ser Goa Writers? A aparente transparência da auto-definição como Goa Writers Group rapidamente se torna opaca quando nos apercebemos de que ela remete mais para o que exclui (os não goeses) do que o que inclui. Note-se a forma subtil como isto é conseguido: aparentemente o grupo define-se pelo que inclui, os goeses. Mas isso é apenas aparente. É que não há definição de goês com o mínimo de consenso que a torne conceito operativo para a fundação de um grupo literário. Antes, a única forma de poder criar um grupo a partir do conceito de goês é pela exclusão do não goês, esta por sua vez resultante de um consenso mínimo em termos abelardianos – basta uma voz discordante para remeter o candidato para a não goanidade. 
Ora a pacló estaria excluída ipso facto da goanidade requerida para a integração no grupo Goa Writers (podendo aqui apelar-se ao gileano estatuto de evidência desta exclusão). Como compreender a sua pertença ao grupo? Por uma torsão conceptual de génio: ao antecipar ao estatuto ontológico da pertença a cisura performativa da presença, a pacló consegue reclamar uma goanidade em acto, sem nunca a concretizar em fala ou conceito. Simplificando, ao comportar-se como goesa , antecipa-se a qualquer questionamento dessa goanidade. Ao afirmar-se como goesa pela presença em acto no grupo Goan Writers, a pacló silencia qualquer colocação da questão ôntica e, por essa via, impede que a evidência – o seu não ser goesa – enforme a consciência colectiva e impede que a consciência subjectiva de cada membro do grupo ganhe voz e actue o seu inadequado estatuto ontológico. 
Não fosse a fotografia e nada disto seria presente a quem não tenha estado na reunião do grupo dos Goa Writers, o que demonstra de forma concludente o carácter evidencial constitutivo do suporte fotográfico. Note-se o contraste entre os membros do Goa Writers, goeses indiscutivelmente, falando como tais nessa linguagem pré-enunciatória que é o gesto e a expressão – postura laidback, sossegad, reclinada como é típico de corpos afeiçoados à cadeira Volt Air. Contraste total por parte da pacló, projectando-se no seu apossar de um estatuto que não é seu, invadindo das margens, de fora, impondo a sua presença. A evidência fotográfica nada sofreria com a sua ausência. Pelo contrário, a sua presença é claramente dissonante, violentadora. 
O estatuto único da fotografia enuncia-se assim plenamente no espécimem em análise. Ela adquire independência estética e emancipação enunciativa precisamente nessa capacidade de revelar e fixar a essência política do fazer-se fotografar. Recuássemos nós 5 séculos e registaríamos idêntica postura e idêntica violentação paclosiana do ethos goês no acto/agir/agente albuquerquiano." Sérgio Mascarenhas

How to proceed with the required hermeneutics of the present photograph, keeping in mind its self inscription in the fracture between the photograph as vestigial remain, and the photograph as intentional construction
For a start, by reminding that to be(long) is to perform.
Let’s ask the fundamental question:  What is a paklo doing in a group of/self-defined-as Goa Writers? Which begs the question, what is to be Goa Writers?
The face-value transparency of the self-definition as Goa Writers Group soon gets muddled and opaque when we realize that it is based more on what it excludes ( the non-Goans), than what it includes – a drift achieved in the most subtle way: At first sight the group self defines itself by what it includes, the Goans. But the hard fact is that there is no minimal consensus on a definition of Goan apt to work as the operational concept required to underscore the foundation of a literary group. Quite the opposite: The group is formed not through a shared concept of Goan, but through the exclusion of the non-Goan, an exclusion predicated on an Abelardian minimal consensus – a single dissonant voice being enough to deject the candidate to Goaness to the non-space of non-Goaness.
Needless to say, a paklo should be excluded ipso facto from the Goaness premised in the integration in the Goa Writers Group (an exclusion on which we could predicate the Gilean concept of evidence in re). Then, how to understand the inclusion of the paklo in the group? Due to an out-standing conceptual torsion: By a performative cut operated through presence she sidelines the ontological status of belonging. Thus the paklo is able to reclaim a Goaness in act, while never ever concretizing or reclaiming it in speech or concept. If I’m allowed to express myself in shallower utterances: By behaving as Goan, the paklo anticipates and precludes any questioning of her Goaness. By claiming herself Goan through her presence in act in the Goa Writers Group, the paklo silences any positing of the ontic questioning of that Goaness. Thus the evidence – her being non-Goan – is unable to shape the collective conscience. Thus she achieves a radical foreclosure of any possible expression of the subjective conscience of each and every member of the Group, an expression that could voice and actuate her unsuitable ontical status.
Wasn’t it for the photograph in question, none of this would be present to whoever was not present at the meeting of the Goa Writers Group. This, in itself and by itself, demonstrates in concluding terms the constitutive evidential character of the photographic medium. If proof was needed, all one has to do is to gaze at the contrast between the members of the Goa Writers Group and the paklo. The former indisputably Goans, expressing their Goaness in the pre-enunciatory language of gesture and expression: Laidback, sussegad posture, leaning as typical of bodies shaped by the Volt Air chair. In total contrast the disassembling paklo, projecting herself forward in her wilful self-possession of a status foreign to her, invading the shared geometry from the marginal outside, self imposed in the frame of reference. In fact the photographical referential space would loose nothing from her absence. To the contrary, her presence is clearly a dissonant rape-in-act.
Photography’s unique evidential status is thus wholly enunciated in the speciperson under analysis. Photography acquires aesthetical independence and enunciative emancipation precisely through that capacity to expose and fixate the political substratum of the act of photographing, of self projection in the photographic medium.
Were we able to move back five centuries, we would register an identical concluding demonstration of this political substratum in the identical formal posture and substantial paklosian violation of the Goan ethos by the Albuquerquian act/acting/agent. Translated by Sérgio Marcarenhas
http://groups.yahoo.com/group/goawriters/

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

"Fotografar aqui foi um pensamento verde" - Mafalda Mimoso (Fotografia) Da "natureza morta" até ao tributo aos Pólos, num clamor perante o Aquecimento Global

A Galeria Maria Lucília Cruz convida para a inauguração da exposição de fotografia de Mafalda Mimoso. A artista mostra pela primeira vez em Portugal o trabalho desenvolvido na Índia, país onde residiu nos últimos dez anos.

“Fotografo para tirar historias da minha cabeça. Historias que nascem de entre linhas, formas e cores, e por entre ideias, emoções e ideais. Historias que com palavras não conseguiria ilustrar da mesma forma.
Uso as imagens ou as letras quando umas ficam aquem de si mesmas. Tento mudando as agulhas. As vezes conjugando-as. Os meus comboios viajam em dois, quatro ou mais carris.
Fotografo aqui o gelo e a natureza, das coisas e das pessoas. Fotografo aqui o que os derrete e seca.
Fotografar aqui foi um pensamento verde. Escrever não sei se será”.

De 13 Novembro 2009 a 15 de Janeiro (21 de Dezembro a 5 de Janeiro, por marcação)

Galeria Maria Lucília Cruz
Rua das Salgadeiras, 22, Bairro Alto, Lisboa
Tel: 213 421 135
Tlm: 966 342 955 / 915 096 016
          mafalda.mimoso@gmail.com