Mostrar mensagens com a etiqueta noite. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta noite. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Há muitos anos que não chorava

Há muitos anos que não chorava
Por me faltar o amor dos que mais amei.

Choro de tristeza por ser quem sou
E sabendo-me me esperarem farpas
Qual boneco de vodu.

Choro porque me dão o amor primordial
Que sempre me faltou.

Noite entre o inferno e o céu
Noite branca que limpou o sangue.
Manhã de azul.

domingo, 1 de novembro de 2009

Outra morte

A manhã acordou escura tal como a noite em que adormecera.
Amarrou-se à cama esperando a morte.
Deu dois passos atrás, colou-se à parede e começou a observar
O corpo recém-emagrecido, o sono curto, a forçada vigília inerte.
Olhar o leito de mais um fim fez discorrer pedaços de vida e ler instruções de suicídios vários.
Olhar o leito de outra morte minimizou o sofrimento e esquissou as próximas.
Mortas se queriam a obrigação, a ansiedade, a inquietação
E os buracos brancos renascidos e virgens.