A close friend says that I'm good on reading people's core and I'm a Renaissance woman... She is the reason behind the blog's name. As she is behind many things in my life too, namely writing. From my posts I do hope you will find out if she is right or not. I intend to post here through words and images about aesthetics, relationships, ethics, psychology, environment, literature, politics, art, and more.
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Máquina do amor
que fluem com facilidade
Fronteiras que não são limites
Restrições que não angustiam
Uma máquina de amor perfeita.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Retrato escrito II
Imperador de vários impérios
Perfil romano de outras eras
Uma história em cada sulco de sol
Na boca o traço maior
Onde dentes longos e amarelecidos
Abrem um sorriso matreiro e ainda gaiato
Na pele o descuido pede desvelo
E nos olhos cansados um brilho menino
Carrega tristeza nas costas das aventuras
Redonda a cabeça e o cabelo alvo
Ondas fortes que se agarram ao escalpe
Índio de pele clara e de reservas perdidas
São verdes os olhos nos globos sem ardor
Coberto por vários véus imagina-se livre
Nos apetites e nos impulsos
Indicia arrependimentos longínquos
Rejeições sucessivas e perdas de outrora
Voltado para trás quer ser esperado
Imagina-se fundo para não se dar ao amor
Esconde-se atrás do passado e do desamparo
E aí encontra encanto para se continuar
Protege para se defender
Teima na máscara de rufia
Que deixou colada à superfície
Avança para baixar a guarda
Numa segurança galã
Que desarma anseios e alimenta sonhos
Encontra razão nos fortes
E força nos fracos
E esquece-se de si entre honras e despojos
Está para além dos sulcos e do descuido
Mais fundo do que o arrependimento e as disputas
Longe das memórias e do passado movediço
É um menino à beira da verdade
Querendo ser aceite no todo
Na sombra e o no brilho
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Retrato escrito I
Guardados num cofre frio
Metálicos não para ferir
Blindados para não sentir.
E a pele transporta a mesma armadura
Tudo tem a cor de outrora
A luz não corta a espessa capa
O medo está sempre à espreita
Nem quando bateu à porta.
Faz temer o contágio
E o lar das almas perdidas
Trincheiras de si e dos demais
Lugares de batalhas perdidas
Frade sem convento nem irmandade
Bondade que se dá sem reter
Represa que se desistiu de construir
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Espelho teu
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Nos degraus da carne pura
sábado, 1 de agosto de 2009
I love you. My children.
Pushes against the lungs,
Knocks against the bones,
Ruptures the skin.
How I wish you would feel my Love
In my embrace.
Huge
Transcending us.
I plunge into your eyes
So that you may sense me
Whole within you.
For ever
In an eternal leap.
I do not wish to dish out food on to your plates
I do not wish to teach you to read and count.
I wish to kiss you
To cling to you
Invisible
Priestly
In the same geminal love.
Goa, India, 2004